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CONTAR HISTÓRIAS - ALIMENTO PARA A ALMA

Coordenação: Edna Silva Blaich
Tel: (11) 5511-1881
E-mail: edna.blaich@terra.com.br

Colaboração: Ute Cramer, Maria do Carmo, Marli Pereira

Apresentação: 
Este projeto visa estabelecer uma maior aproximação desse universo de imagens com conteúdos de sabedoria milenar que possam  alimentar nossa alma e as das crianças, para que elas se encantem e cresçam com esperança, confiança e coragem para enfrentar os desafios da vida, aprendam a ouvir, que desenvolvam a questão da oralidade, que tenham  mais concentração, que possam se sentir mais envolvidas pelo grupo e que possam contribuir para uma cultura de paz.

Objetivos gerais:
Contar histórias para crianças, estimular professoras a contarem e ajudá-las a se prepararem para contar.

Público Alvo:
Crianças de 4 a 10 anos

Local: ”EMEI Deputado Salomão Jorge”

Duração: 1 ano

Metodologia:
Trabalhamos os contos com as professoras segundo uma metodologia que aborda o conto em quatro etapas, sendo a primeira a etapa “Terra”, onde levantamos os personagens, cenários e ambientes. Numa segunda etapa “Água” dividimos a histórias em cenas que se sucedem no tempo, num fluxo. Na terceira etapa “Ar” refazemos as cenas mas de forma retrospectiva e tentamos então extrair bem o conteúdo, as mensagens contidas. Na quarta etapa, a etapa “Fogo”, fazemos uma síntese da história e uma representação artística. Usamos princípios antropológicos, tentando olhar a criança com a visão da “pedagogia Waldorf”.

Atividades principais:
Música, rodas, contos, desenhos etc.

Resultados / Avaliação:
As crianças que no início do trabalho precisavam de livros com imagens referenciais aprenderam a ouvir as histórias criando e construindo suas próprias imagens interiores, um resultado que exige sutileza de observação. Cantaram mais durante o ano, e desenharam bastante, e de forma livre, sendo que antes desenhavam em geral dentro de desenhos com contornos e em geral caricaturizados.

Dificuldades encontradas no caminho:
São inúmeras, só para citar uma, seria a  maneira como se vê a criança nas escolas públicas (também nas particulares), percebida principalmente pela relevância que se dá à questão da alfabetização, a valorização da parte intelectual e carência do desenvolvimento das brincadeiras livres, da livre criação em geral.