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05.08.2013

Desenvolvimento motor na Primeira Infância

por: Motor Delays: Early Identification and Evaluation

 Como já falei anteriormente, o desenvolvimento infantil, sobretudo nos primeiros 1.000 dias ou nos primeiros 3 anos, é fundamental para a vida da pessoa. Atrasos motores são comuns em crianças, mas o reconhecimento precoce pode otimizar os resultados por meio de referências oportunas do lar médico para especialistas em pediatria e para terapeutas de desenvolvimento.

No relatório clínico chamado “Atrasos motores: identificação precoce e avaliação”, publicado na edição impressa de junho 2013 da revista Pediatrics, os pediatras são incentivados a avaliar crianças com suspeita de atraso motor durante as projeções de desenvolvimento recomendados que ocorrem aos 9, 18 e 30 meses do nascimento da criança.

Durante a triagem, deve ser observada uma variedade de habilidades motoras, incluindo as etapas importantes no crescimento infantil como rolar, engatinhar, andar e subir escadas, bem como as habilidades motoras finas como agarrar objetos, colocar blocos em uma xícara, rabiscar ou criar um desenho de boneco.

Pais e pediatras devem estar envolvidos com determinação se a criança apresentar alguma inclinação de ter problemas de desenvolvimento e é importante para os profissionais da área de saúde infantil abordar com cuidado quaisquer preocupações feitas pela família do pequeno. As crianças diagnosticadas com transtorno do desenvolvimento devem ser encaminhadas para a intervenção precoce ou receber recursos especiais de educação. O relatório clínico inclui um algoritmo para triagem e um diagnóstico de doenças motoras.

No Brasil, infelizmente, os pediatras (que já são poucos) não podem realizar esses testes ou essas orientações, pois a puericultura não é mais um hábito. Boa parte das pessoas não possui um pediatra de referência que possam orientá-las e é importante observar a evolução das crianças nos primeiros anos. E porque não dizer até os 18 anos?

Nas equipes de “Saúde da Família”, não existe a figura do pediatra. A nova carteira da criança, que deverá ser implantada no segundo semestre de 2013, prevê um acompanhamento de marcos básicos do desenvolvimento a ser preenchido pela equipe de saúde, pelo professor e pela assistência social. Parece ser um pouco utópico para quem conhece o sistema de saúde, escolar e da previdência social do país, mas é um começo.

Por: Dr. José Luiz Setúbal

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