EVENTOS
 

QUESTÕES ACERCA DA PSICANÁLISE COM CRIANÇAS

Embora a infância tenha sido sempre um tema caro a Freud, o pai da psicanálise não atendia crianças. Historicamente, a análise com crianças surge em meio a um intenso debate sobre seus objetivos e limites. Sua prática traz novas problemáticas para dentro do movimento psicanalítico.

Dentre elas, coloca-se o fato de que uma criança não vem para a análise sozinha. É a presença dos pais, tanto física quanto simbólica, que costuma marcar o tratamento. A participação concreta deles na cena analítica redobra o trabalho do psicanalista, que considera os efeitos do discurso parental na criança. O analista escuta a queixa através da demanda dos pais, que, por vezes, é diferente da demanda da criança. Ao mesmo tempo, um sintoma faz sofrer, marcando a necessidade de um espaço de escuta. Por excesso ou por falta, algo passou a incomodar a criança, os pais ou a escola.

Outra peculiaridade recai sobre o modo da criança expressar-se. Para além da fala, o analista escuta através do brincar, dos desenhos, das histórias, das modelagens e dos jogos da criança, construindo a partir daí possibilidades de intervenção.

Desde Freud sabemos que é do infantil que a psicanálise se ocupa. O que dizer do trabalho com o infantil quando um sujeito ainda se encontra em plena infância? Em que tempo estamos?

Torna-se necessária uma reflexão que colabore com a construção dessa escuta diferenciada, na qual as interpretações e pontuações levem em conta uma temporalidade própria à infância.

Propomos um ciclo de 10 encontros para tratar as especificidades da clínica com crianças e promover o debate sobre questões fundamentais que possam auxiliar no estabelecimento de modalidades práticas de intervenção na clínica do caso a caso.

TEMAS DE TRABALHO:

  • A História da psicanálise com crianças
  • A constituição do sujeito
  • Demanda e sintoma
  • As primeiras entrevistas e a presença dos pais
  • O discurso infantil: o lugar do brincar e da palavra na clínica com crianças
  • O tempo da infância
  • Finais de análise e finalidade da análise

QUEM SOMOS:

DANIELE JOHN é psicóloga e psicanalista, doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, mestre em estudos psicanalíticos pela Tavistock Clinic de Londres, com especialização em psicanálise pela Clínica de Atendimento Psicológico da UFRGS. É professora do curso de psicologia da UNIP e do Curso de Formação em Psicanálise do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP).

GRACE LAGNADO é psicóloga e psicanalista, mestre em psicologia clínica pela Université Catholique de Louvain-Neuve (Bélgica), com especialização em psicanálise pelo Instituto Sedes Sapientiae. É professora e supervisora clínica do curso de Formação em Psicanálise de Crianças do Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP) e palestrante da Casa do Saber.

TATIANA INGLEZ MAZZARELLA graduada pela Faculdade de Educação da USP, é psicanalista, doutoranda e mestre em psicologia clínica pela PUC –SP, com especialização em psicanálise pelo Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, do qual é membro. Trabalhou como professora em curso de graduação, especialização e expansão cultural. É autora do livro Fazer-se herdeiro: a transmissão psíquica entre gerações. São Paulo: Ed. Escuta, 2006.

QUANDO:
Às sextas-feiras, das 14h às 16h
Início: 15 de agosto de 2008
Término: 17 de outubro de 2008

ONDE:
Rua João Moura, 1096 Pinheiros
Tels: 3083-6532 e 3891-0837.

INVESTIMENTO: Três parcelas de 200 reais.

INSCRIÇÕES:
até 30/06 com Nilda, no próprio local, às 3ªs e 5ªs das 8:00 às 13:00h, mediante o pagamento de R$ 50,00 a serem descontados da primeira parcela.