Pesquisas
recentes mostram que há um
forte impacto negativo da mídia
e dos jogos eletrônicos,
tanto no desenvolvimento físico
das crianças, como também
em seu desenvolvimento emocional,
social e mental.
Grande parte da programação
considerada infantil pela TV, e
também de
jogos eletrônicos, apresenta
conteúdos
cada vez mais violentos que estimulam,
além da agressividade, o
consumismo, o erotismo e até fobias,
pelo excesso de impressões
nocivas e alheias ao universo infantil.
Um recente mapeamento estatístico
da ONU detectou que em uma hora
de desenho animado são mostrados
em média 20 crimes e o tempo
médio
que as crianças passam diante
da tela é de 4 horas diárias.
Por outro lado, uma parte
substancial da propaganda está sendo
dirigida às
crianças,
que ainda não têm discernimento para compreender os objetivos
e as manipulações que ela oculta, nem têm senso crítico
para reagir contra ela. A conseqüência é um consumismo desenfreado
e o desencadeamento de desejos que nem sempre são possíveis de se realizar.
Inúmeras pesquisas demonstram que para um desenvolvimento global saudável,
a criança necessita de vivências no mundo real, tridimensional,
que sejam plenas, calmas, repetidas, afetivamente significativas, e não
de meras informações. A criança é, pela sua natureza,
um ser em constante movimento, sendo a passividade e a imobilidade impostas
pelo tempo abusivo passado diante da tela da televisão contrários à sua
natureza.
As conseqüências para
as crianças expostas às
influências de uma programação
inadequada de TV e de jogos agressivos
se expressam na dificuldade de
concentração, agitação
motora, desintegração
sensorial, agressividade, redução
da imaginação e
criatividade e, em casos extremos,
fobias diversas e distúrbios
severos de aprendizagem. Observa-se
também uma dessensibilização
perante sentimentos alheios com
impacto no desenvolvimento das
relações sociais.
A educação
para a mídia é um
dos objetivos da Aliança,
que pressupõe a conscientização de pais e educadores
para a necessidade do desenvolvimento de uma consciência crítica
com relação aos conteúdos veiculados. Outro objetivo é despertar para a necessidade
de criação
de novos espaços
que incluam atividades lúdicas que fomentem a arte e a criatividade,
em substituição às incontáveis horas que as crianças passam imóveis diante
da TV ou do computador.
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