30.01.2008
Relato dos sete anos da Aliança pela Infância
Ute Craemer
Aliança pela Infância
A Aliança pela Infância no Brasil foi fundada em 2001 como parte do movimento mundial iniciado na Europa e Estados Unidos no fim dos anos 90 a fim de salvaguardar a infância e a essência da criança.
Passaram-se aproximadamente sete anos, uma hora oportuna para fazer uma retrospectiva e uma avaliação.
Quando no primeiro semestre 2001 foram feitas várias reuniões com pessoas interessadas na infância (educadores, especialista em comunicação, médicos, entre outros profissionais) do movimento da Paz, do inter-religioso, do movimento antroposófico, dentre outros surgiu logo a colocação: "Creio que este movimento é muito importante, e uma tarefa enorme e os problemas são esmagadores. Mas, o quê eu posso fazer ou o quê nós podemos fazer em conjunto para salvaguardar a infância? A idéia é ótima mas a sua realização, a criação de uma rede me parece muito vaga..."
Uma outra reflexão também logo surgiu como ponto de interrogação: “O que é que nos une em um grupo tão heterogêneo, embora tendo o mesmo ideal mas com background filosófico diferente?"
Estas perguntas pairaram no ar (aliás, em todos os núcleos fundados nestes sete anos, estes questionamentos estão presentes no seu início) e assim um grupo de pessoas entusiasmadas decidiu promover um evento de fundação oficial nas dependências de um dos parceiros, a Associação Palas Athena.
O evento de lançamento teve o título “Que fim levou a infância”, e concomitantemente elaboramos o primeiro folheto da Aliança. O evento foi um sucesso e serviu também para nós nos conhecermos mutuamente.
Para concretizarmos e tornarmos mais palpável "o quê é afinal a Aliança pela Infância”, iniciamos vários projetos, em São Paulo, em Botucatu e em Florianópolis. Isto sem um planejamento teórico sobre eventuais necessidades prioritárias, mas levando em conta as pessoas dispostas e suas habilidades, já que a Aliança é uma rede de pessoas (e entidades feitas de pessoas!) que criam vínculos de ações e reflexões conjuntas.
Surgiram no decorrer dos anos, em várias cidades do Brasil, mais de 30 projetos distribuídos nas seguintes áreas:
• Mobilização e Formação
• Cultura de Paz
• Educação
• Espaços e Brincar
• Artes
• Saúde e Nutrição
Embora estes projetos tivessem e continuem tendo uma importância fundamental para a disseminação das idéias da Aliança, seu principal objetivo nunca foi esquecido, que não é ter projetos próprios. E sim, construir uma rede de ação e consciência amorosa e sensível para os problemas que afligem as crianças, a fim de propor caminhos possíveis de melhoria.
Mas, além dos projetos serem extremamente necessários para os que receberam seus benefícios serviu também para criar um "caldo" de substância, de reconhecimento e visibilidade. Assim, esforçamo-nos durante estes anos em nos juntar cada vez mais com parceiros (tanto instituições quanto pessoas físicas).
A Aliança pela Infância tem como logo o SOL, que traz luz, calor e vida, e simbolicamente por seus raios, que chegam a muitos lugares, remete a nossa rede que busca conectar-se com o maior número de pessoas possível.
A Aliança firma sua identidade com a publicação do livro “Caminhos para uma Aliança pela Infância”, onde membros da Aliança de diversas visões de mundo escreveram textos relativos à infância. Na seqüência estas mesmas características, de pluralidade de visões, são acolhidas no site da Aliança, e também nos eventos como os fóruns temáticos e o curso de multiplicadores.
Como possíveis referências podem ser mencionadas pessoas como Korczak, certos neuro-cientistas e pesquisadores da salutogênese e do brincar criativo.
Avaliação e Resultados.
Pudemos perceber que depois destes anos de atividades a Aliança ficou cada vez mais conhecida e visível no Brasil. É vista com respeito e por isso vem sendo convidada a participar de discussões sobre prioridades na educação. Participou de eventos significativos promovidos por organizações e movimentos sérios como: COPIPAZ, Fundação Abrinq, Fundação Cecília Vidigal, CONPAZ, o Plano Nacional para a Primeira Infância, entre outros.
Assim, aproximando-se aos poucos da meta maior: contribuir para uma política pública mais condizente com a essência da criança.
• Durante estes anos formaram-se núcleos nas seguintes cidades: São Paulo-SP, Botucatu-SP, Florianópolis-SC, Holambra-SP, Nova Friburgo-RJ, Campinas-SP, Salvador-BA, Juiz de Fora-MG, Campo Grande-MS e Belo Horizonte-MG. E estão em formação: Curitiba-PA, Porto Alegre-RS, Sergipe e São João Del-Rei-MG.
• A Aliança pela Infância no Brasil está incentivando a criação de núcleos em outros países latino-americanos, como Argentina e Chile.
• Foi incentivada, com um ciclo de palestras, a fundação da Aliança no Japão e Nova Zelândia.
• Nossa meta de atingir os meios acadêmicos está em andamento e terá provavelmente um impacto maior com a pesquisa “Com a palavra, as crianças” feita em parceria com a Folha de São Paulo. Em 2007 o jornal Folha de São Paulo idealizou um concurso voltado para crianças entre 6 a 12 anos, através do qual mais de 7.000 crianças de todo o país encaminharam textos e desenhos sobre 20 temas relacionados às suas infâncias. A pesquisa se propõe a realizar um mapeamento dos dizeres das crianças da contemporaneidade de diferentes regiões do Brasil, classificando os materiais recolhidos desse concurso por faixas etárias, padrão sócio-econômico e regiões de origem. Além disso, deseja fazer uma leitura destes dados no sentido de apontar as percepções e realidades do universo infantil atual, assim como dificuldades vividas, sugerindo caminhos adequados de atuação dos adultos.
• Estamos participando em redes como a Rede Ação pela paz, Nossa São Paulo – outra cidade.
• Conseguimos parceiros importantes como Associação Palas Athena, SESC, Unesco, Unicef, Instituto ALANA, Federação das Escolas Waldorf no Brasil (FEWB), um parceiro jurídico: a Associação Comunitária Monte Azul. Patrocinadores como a Fundação Software AG, Associação Tobias e Associação Beneficente Mahle.
• A Aliança se tornou uma grande oportunidade de contribuir na melhoria do ensino público. Nesse sentido, apresenta-se como uma possibilidade para a pedagogia Waldorf se reaproximar de uma das metas do seu fundador, Rudolf Steiner: a educação como ferramenta de humanização da SOCIEDADE como um todo.
Passaram-se aproximadamente sete anos, uma hora oportuna para fazer uma retrospectiva e uma avaliação.
Quando no primeiro semestre 2001 foram feitas várias reuniões com pessoas interessadas na infância (educadores, especialista em comunicação, médicos, entre outros profissionais) do movimento da Paz, do inter-religioso, do movimento antroposófico, dentre outros surgiu logo a colocação: "Creio que este movimento é muito importante, e uma tarefa enorme e os problemas são esmagadores. Mas, o quê eu posso fazer ou o quê nós podemos fazer em conjunto para salvaguardar a infância? A idéia é ótima mas a sua realização, a criação de uma rede me parece muito vaga..."
Uma outra reflexão também logo surgiu como ponto de interrogação: “O que é que nos une em um grupo tão heterogêneo, embora tendo o mesmo ideal mas com background filosófico diferente?"
Estas perguntas pairaram no ar (aliás, em todos os núcleos fundados nestes sete anos, estes questionamentos estão presentes no seu início) e assim um grupo de pessoas entusiasmadas decidiu promover um evento de fundação oficial nas dependências de um dos parceiros, a Associação Palas Athena.
O evento de lançamento teve o título “Que fim levou a infância”, e concomitantemente elaboramos o primeiro folheto da Aliança. O evento foi um sucesso e serviu também para nós nos conhecermos mutuamente.
Para concretizarmos e tornarmos mais palpável "o quê é afinal a Aliança pela Infância”, iniciamos vários projetos, em São Paulo, em Botucatu e em Florianópolis. Isto sem um planejamento teórico sobre eventuais necessidades prioritárias, mas levando em conta as pessoas dispostas e suas habilidades, já que a Aliança é uma rede de pessoas (e entidades feitas de pessoas!) que criam vínculos de ações e reflexões conjuntas.
Surgiram no decorrer dos anos, em várias cidades do Brasil, mais de 30 projetos distribuídos nas seguintes áreas:
• Mobilização e Formação
• Cultura de Paz
• Educação
• Espaços e Brincar
• Artes
• Saúde e Nutrição
Embora estes projetos tivessem e continuem tendo uma importância fundamental para a disseminação das idéias da Aliança, seu principal objetivo nunca foi esquecido, que não é ter projetos próprios. E sim, construir uma rede de ação e consciência amorosa e sensível para os problemas que afligem as crianças, a fim de propor caminhos possíveis de melhoria.
Mas, além dos projetos serem extremamente necessários para os que receberam seus benefícios serviu também para criar um "caldo" de substância, de reconhecimento e visibilidade. Assim, esforçamo-nos durante estes anos em nos juntar cada vez mais com parceiros (tanto instituições quanto pessoas físicas).
A Aliança pela Infância tem como logo o SOL, que traz luz, calor e vida, e simbolicamente por seus raios, que chegam a muitos lugares, remete a nossa rede que busca conectar-se com o maior número de pessoas possível.
A Aliança firma sua identidade com a publicação do livro “Caminhos para uma Aliança pela Infância”, onde membros da Aliança de diversas visões de mundo escreveram textos relativos à infância. Na seqüência estas mesmas características, de pluralidade de visões, são acolhidas no site da Aliança, e também nos eventos como os fóruns temáticos e o curso de multiplicadores.
Como possíveis referências podem ser mencionadas pessoas como Korczak, certos neuro-cientistas e pesquisadores da salutogênese e do brincar criativo.
Avaliação e Resultados.
Pudemos perceber que depois destes anos de atividades a Aliança ficou cada vez mais conhecida e visível no Brasil. É vista com respeito e por isso vem sendo convidada a participar de discussões sobre prioridades na educação. Participou de eventos significativos promovidos por organizações e movimentos sérios como: COPIPAZ, Fundação Abrinq, Fundação Cecília Vidigal, CONPAZ, o Plano Nacional para a Primeira Infância, entre outros.
Assim, aproximando-se aos poucos da meta maior: contribuir para uma política pública mais condizente com a essência da criança.
• Durante estes anos formaram-se núcleos nas seguintes cidades: São Paulo-SP, Botucatu-SP, Florianópolis-SC, Holambra-SP, Nova Friburgo-RJ, Campinas-SP, Salvador-BA, Juiz de Fora-MG, Campo Grande-MS e Belo Horizonte-MG. E estão em formação: Curitiba-PA, Porto Alegre-RS, Sergipe e São João Del-Rei-MG.
• A Aliança pela Infância no Brasil está incentivando a criação de núcleos em outros países latino-americanos, como Argentina e Chile.
• Foi incentivada, com um ciclo de palestras, a fundação da Aliança no Japão e Nova Zelândia.
• Nossa meta de atingir os meios acadêmicos está em andamento e terá provavelmente um impacto maior com a pesquisa “Com a palavra, as crianças” feita em parceria com a Folha de São Paulo. Em 2007 o jornal Folha de São Paulo idealizou um concurso voltado para crianças entre 6 a 12 anos, através do qual mais de 7.000 crianças de todo o país encaminharam textos e desenhos sobre 20 temas relacionados às suas infâncias. A pesquisa se propõe a realizar um mapeamento dos dizeres das crianças da contemporaneidade de diferentes regiões do Brasil, classificando os materiais recolhidos desse concurso por faixas etárias, padrão sócio-econômico e regiões de origem. Além disso, deseja fazer uma leitura destes dados no sentido de apontar as percepções e realidades do universo infantil atual, assim como dificuldades vividas, sugerindo caminhos adequados de atuação dos adultos.
• Estamos participando em redes como a Rede Ação pela paz, Nossa São Paulo – outra cidade.
• Conseguimos parceiros importantes como Associação Palas Athena, SESC, Unesco, Unicef, Instituto ALANA, Federação das Escolas Waldorf no Brasil (FEWB), um parceiro jurídico: a Associação Comunitária Monte Azul. Patrocinadores como a Fundação Software AG, Associação Tobias e Associação Beneficente Mahle.
• A Aliança se tornou uma grande oportunidade de contribuir na melhoria do ensino público. Nesse sentido, apresenta-se como uma possibilidade para a pedagogia Waldorf se reaproximar de uma das metas do seu fundador, Rudolf Steiner: a educação como ferramenta de humanização da SOCIEDADE como um todo.
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